Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Este livro aborda um assunto original: o roubo nas sociedades da Alta Idade Média. Marcelo Cândido da Silva não procurou descrever as práticas sociais a partir de normas, muito menos elaborar um quadro das formas de repressão dos delitos. Seu livro se insere nas problemáticas históricas renovadas, que procuram relacionar a fabricação da norma e o processo de construção das relações sociais. O autor não limita a sua pesquisa à legislação real, mas leva em conta todos os textos que denunciam a apropriação ilegítima dos bens de outrem: a hagiografia, a legislação real, os textos canônicos, os testamentos, etc. Definitivamente, a principal concepção deste rico livro é a qualificação jurídica, que aparece nos textos como uma ação normativa destinada a definir aquilo que é lícito e aquilo que não é. Régine Le Jan, Professora de História Medieval na Université Paris 1 – Panthéon/Sorbonne
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