Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Nascido literalmente nos esgotos de Dublin em 1901, filho de um leão-de-chácara perneta e matador profissional, Henry Smart precisa amadurecer rápido. Da vida de esmolas para a de guerrilheiro do IRA, sua trajetória é longa e conturbada. Roddy Doyle tece aqui o relato impiedoso, mas repleto de ternura e digno de Dickens ou Zola, de uma Irlanda oprimida e paupérrima.
RODDY DOYLE nasceu em Dublim em 1958, onde foi professor de inglês e geografia. Após algumas tentativas no teatro, seu primeiro romance, The Commitments, foi publicado sob aplausos unânimes em 1987, e filmado com grande sucesso por Alan Parker (no Brasil, Loucos pela fama). Publicou The Snapper em 1990, repetindo o sucesso. Em 1991, lançou O furgão [Estação Liberdade, 1998], selecionado para o Booker Prize, o mais prestigioso prêmio literário britânico. Tanto O furgão quanto The Snapper ganharam adaptações para o cinema dirigidas por Stephen Frears. Em 1993, Doyle foi o grande vencedor do Booker Prize com Paddy Clarke Ha Ha Ha, que foi durante meses o livro mais vendido na Irlanda e na Grã-Bretanha. Suas últimas obras são The Guts [2013], Two More Pints [2014] e Dead Man Talking [2015]. Dele, esta casa também publicou Os risadinhas [2000] e Uma estrela chamada Henry [2001].
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