Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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O muçulmano Salim é um imigrante indiano que se estabelece num país africano recém-desocupado pelos colonizadores britânicos. Protagonista e narrador de Uma curva no rio, ele assiste à lenta degradação dessa sociedade depois que o Grande Homem, um líder populista e corrupto, assume o poder. Atrás do balcão de seu armazém, num lugarejo imaginário localizado na curva de um rio, na Costa Leste da África, Salim testemunha o destino dos vários personagens que habitam a região: a "bruxa" Zabeth e seu filho Ferdinando, o padre católico, o intelectual branco da cidade e sua sofisticada mulher. Comparado a O coração das trevas, de Joseph Conrad, Uma curva no rio examina com muita ironia o impacto da herança colonial e do fervor nacionalista no interior profundo do continente africano. O autor explora as contradições do contexto social e político da África pós-colonial por meio de um microcosmo que ilustra a dificuldade dos povos africanos em criar uma identidade coesa e forte. "O talento é tanto que é difícil haver um escritor vivo que supere V.S. Naipaul." - The New York Times Book Review "Uma curva no rio é mais do que um romance autêntico e poderoso sobre a África. É um desses livros que fazem o leitor questionar muitas suposições sobre o mundo atual." - Spectator
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