Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Atrás das muralhas do presídio, onde tudo lembra um campo de concentração, a vida assume feições de pesadelo. O tempo sofre uma mórbida distorção. A memória, evocada como bálsamo, revela o sabor de veneno. A esperança é engodo, como um canto de sereia. A justiça mostra sua face pér?da e todo prisioneiro resvala em alguma espécie de loucura. Neste livro, escrito na prisão e permeado de referências autobiográ?cas, o autor, amparado em vasta erudição e múltiplas citações históricas, ?losó?cas e literárias, expõe, em dez ensaios e três narrativas ?ccionais, uma visão peculiar e desconcertante da vida prisional e do sistema penal. Existe dignidade para além das misérias do crime e do pelourinho midiático? O martírio santi?ca o criminoso? Na prisão, é possível ser mais livre do que jamais se foi? O intricado caminho à transcendência – vitória do espírito – passa pelo poder da imaginação, construção do sentido, reconciliação com o destino e conquista da liberdade interior – a verdadeira liberdade.
Eugenio Chipkevitch nasceu em 1954, na Ucrânia. Em 1969, emigrou com os pais para o Brasil. Foi médico, terapeuta e cientista de renome, destacando-se na área de Hebiatria (medicina do adolescente). É autor do tratado Puberdade & Adolescência: aspectos psicológicos, clínicos e psicossociais (Roca, 1995). Criou o Instituto Paulista de Adolescência e a revista Pais&Teens (1996-2002). Ganhou verbete biográ? co no Who is who in Science and Engineering (EUA, 2000) e foi incluído na lista dos 2.000 cientistas mais proeminentes do século XX pelo Instituto Biográ?co de Cambridge (Inglaterra, 2000). Cumpre pena desde 2002 por atentado violento ao pudor. Publicou o romance Inimigo íntimo (Ottoni, 2011), escrito na prisão.
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