Como criar um clube de leitura na escola (e por que isso muda tudo)
Clubes de leitura escolares aumentam o engajamento, reduzem o abandono da leitura e criam laços entre alunos. Um guia prático para professores que querem montar o seu.
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Neste livro fascinante, James Lord descreve, dia após dia, as tardes de setembro de 1964 em que posou para Giacometti. O que era para ser um rápido esboço, acaba se tornando uma luta desesperada do artista para conseguir alcançar uma “percepção da realidade”. O escritor norte-americano nos transpõe, muitas vezes com humor, ao ateliê empoeirado recriando o clima das conversas que tinham, fazendo observações sobre a maneira como Giacometti pintava e descrevendo as transformações pelas quais o quadro ia passando. “– O que estou fazendo é um trabalho negativo – disse. – É preciso fazer desfazendo. Tudo está desaparecendo mais uma vez. É preciso ousar, dar a pincelada final que faz tudo desaparecer. – É uma ousadia que não lhe falta — observei. – Isso não é tão fácil quanto pode parecer – respondeu. – Algumas vezes, é muito tentador satisfazer-se com o que é fácil, sobretudo se as pessoas lhe dizem que você é bom.” "O retrato, de alguma maneira, tinha se tornado a pedra de Sísifo para nós dois."
O escritor estadunidense JAMES LORD nasceu em 1922, em Nova Jersey. Durante uma missão em Paris enquanto trabalhava no serviço de inteligência dos Estados Unidos, apaixonou-se por artes visuais e pela efervescência criativa da Europa dos anos que sucederam a Segunda Guerra Mundial. Escreveu, entre outras obras, Picasso e Dora: uma memória pessoal, descrevendo sua convivência com o então casal Pablo Picasso e Dora Maar, e Giacometti: uma biografia, trabalho que lhe valeu uma indicação ao prêmio do National Book Critics Circle. Faleceu em 2009, em Paris, na França.
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