Os melhores livros de psicologia para entender a mente humana
Psicologia não é só para profissionais da área. Os melhores livros do gênero revelam como pensamos, decidimos e nos relacionamos, e por que fazemos coisas que nem sabemos explicar.
Seguido do Ensaio “a Querela das Mulheres”, de Margo Glantz, com Tradução de GêNese Andrade
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Publicado originalmente em 1929, Um quarto só para mim é um ensaio incontornável. Convidada no ano anterior a pronunciar palestras na universidade de Cambridge sobre o tema geral de “as mulheres e a ficção”, Virginia Woolf serviu-se da ocasião para cristalizar suas reflexões de ordens variadas mas convergentes: a condição e a emancipação da mulher no Ocidente, a natureza e as vertentes da escrita feminina, a necessidade de reescrever a história da literatura — recorrendo, quando necessário, à ficção e inspirada pelas possibilidades que a modernidade e o feminismo inauguravam. Tudo isso com a verve, o humor, a potência intelectual, metafórica e humana de quem, naquela mesma altura da vida, explorava todas essas perspectivas em seu magistral romance Orlando , de 1928, concebido na sequência imediata de Mrs. Dalloway (1925) e Rumo ao farol (1927). Nesta nova tradução, Um quarto só para mim é seguido por um comentário contemporâneo em que, sob o título de “A querela das mulheres”, a crítica e escritora mexicana Margo Glantz revisita o ensaio de Woolf à luz da condição feminina no século XXI e de uma linhagem de escritoras latino-americanas encabeçada pela grande poeta da Nova Espanha colonial, Sor Juana Inés de la Cruz.
Adeline Virginia Stephen nasceu em 1882, em Londres. Foi educada em casa, numa época em que a formação universitária era vedada às mulheres. Em aulas particulares, estudou latim com Clara Pater e grego com Janet Case, línguas nas quais se iniciara em cursos livres no King’s College. Com a morte dos pais, Virginia e seus irmãos mudaram-se para Bloomsbury, área central de Londres onde viria a se constituir o famoso grupo composto por eruditos, escritores e artistas renovadores. Em 1905 Virginia estreou como resenhista do Times Literary Supplement, função que exerceu por toda a vida. Em 1912, ao se casar com Leonard Woolf, do grupo de Bloomsbury, Virginia passou a usar o sobrenome do marido, com o qual assinou seu primeiro romance, The Voyage Out (1915), seguido por Noite e dia (1919), O quarto de Jacob (1922), Mrs. Dalloway (1925), Rumo ao farol (1927), Orlando, uma biografia (1928) e As ondas (1931), além do livro de contos Monday or Tuesday (1921). Em 1917 criou com Leonard a Hogarth Press, editora que publicou, além da própria Virginia, outros autores modernistas, como T. S. Eliot, Katherine Mansfield e W. H. Auden. Afetada pela brutalidade da Segunda Guerra Mundial, pelos bombardeios em Londres e por seguidas crises nervosas, em 1941, um mês depois de concluir seu último romance, Between the Acts, Virginia Woolf se afogou no rio Ouse, próximo à sua casa de campo em Sussex.
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