Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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Em mais uma obra impressionante, Mariana Enriquez, cujos contos já foram comparados aos de Kafka, combina elementos do horror e do sobrenatural para evidenciar as sombras da vida comum. Uma mulher afasta os fantasmas que vagam livremente por um subúrbio de Buenos Aires, entre eles o da mãe, que morreu de uma doença dolorosa, os de algumas adolescentes assassinadas na rua, o de um ladrão pego em flagrante e o de um menino que escapou de um sequestro. Um casal de férias em uma cidade que vem perdendo habitantes desde que o trem parou de circular visita uma exposição de telas perturbadoras de um artista local na estação abandonada, porém o mais aterrorizante será conhecer o autor dessas pinturas. Voluntários de uma ONG que distribuem alimentos em bairros pobres são perseguidos por crianças com olhos escuros assustadores. Uma jornalista investiga o desaparecimento de uma jovem de um hotel em Los Angeles, cujas imagens arrepiantes circularam on-line, mas acaba confrontando outra lenda local. Nos doze contos de terror deste livro, Mariana Enriquez constrói mundos em que o mal está sempre à espreita e os monstros emergem sem aviso nas realidades mais corriqueiras, em grandes cidades ou pequenas vilas remotas. Mais uma vez, ela trabalha com maestria as diversas facetas do medo. Após seu monumental e aclamado romance Nossa parte de noite , a autora retorna aos contos e prova que permanece no auge da carreira como uma figura proeminente e inovadora do gênero do terror, que ela elevou aos mais altos patamares literários. Inspirando-se na tradição — de romances góticos a Stephen King e Thomas Ligotti —, Mariana Enriquez explora novas dimensões para nos conduzir pelos brilhantes caminhos de sua imaginação.
Mariana Enriquez nasceu em Buenos Aires, em 1973. É jornalista e subeditora do suplemento Radar, do jornal Página/12, além de professora. Escreveu novelas, relatos de viagens e biografias. Pela Intrínseca, publicou as coletâneas de contos As coisas que perdemos no fogo e Os perigos de fumar na cama e os romances Este é o mar e Nossa parte de noite, que ganhou na Espanha o Premio Herralde de Novela.
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