Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
A Ironia na Poesia de José Paulo Paes
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José Paulo Paes entrou para a literatura com a chamada Geração de 1945, grupo em que ele aparece como exceção: se, nesse período, houve abandono da prática experimental dos modernistas e dos instrumentos e gêneros que lhes eram caros, como a ironia, o humor, a piada, a sátira e a paródia, o discurso poético de Paes configura-se por modos considerados não sérios, descrevendo com intensidade seu próprio tempo histórico. Este livro analisa a recepção crítica da obra poética e, de modo fulcral, a forma como se apresenta o princípio-corrosão da poética paesiana, articulado com o humor e a ironia, como elementos importantes de um possível projeto satírico do autor. À luz dos estudos de Richard Rorty e de Northrop Frye, o autor desta obra defende que a ironia e o humor, como cúmplices, garantem aos versos de José Paulo Paes uma qualidade estética ímpar, que rearranja o mundo por meio de seu próprio jogo de linguagem ou por seu esforço de autocriação.
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