Os melhores romances de amor: clássicos e contemporâneos que emocionam
Da Jane Austen ao romance brasileiro contemporâneo, o gênero que mais vende e mais une pessoas ao redor de histórias de amor. Uma seleção para quem quer sentir tudo.
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Há um horizonte possível de superação das diferenças étnico-raciais. A produção desta obra soma-se às produções cientificas já existentes, amplia a possibilidade de refletir sobre a realidade vivenciada e aventa para um cenário de mudanças desejáveis e possíveis, para que, no futuro, possamos suplantar as abissais diferenças sociais brasileiras que atingem, principalmente, os negros e afrodescendentes em nosso país. A obra apresenta o contexto da escravização africana e contextualiza a inserção dos negros originários do continente africano no Brasil. Descreve a brutalidade praticada e como foi longo o processo de escravização, vilipendiando incontáveis vidas e naturalizando todas as formas de violência acometidas contra os negros e seus descendentes. Também descreve a articulação e a organização das ações de resistências dos negros por meio dos levantes constantes e pressões internacionais que culminaram no ato abolicionista. Aborda as condições em que se encontravam os negros após a abolição, as políticas adotadas pelo Estado, com intenção de tornar o país constituído por pessoas brancas, implantadas por uma política de branqueamento, financiando e doando terras para famílias brancas vindas de outros países europeus, assim, excluindo totalmente os negros e seus descendentes. Apresento a minha vivência e o exercício da docência como educador negro, além de como o conjunto de ações afirmativas implantadas por meio de uma perspectiva de inclusão e superação das diferenças étnico-raciais possibilita esses debates dentro dos espaços de poder historicamente demarcados. Espaços elitistas, como universidades federais, estaduais e escolas públicas e privadas, considerando as articulações e ampliações de integrantes desses grupos historicamente excluídos, que começam a ocupar esses espaços, consolidando uma possibilidade de avançar de forma constante e gradativa na busca de direitos à ocupação de espaços de poder na proporção justa e igualitária, como na proporção que aponta o IBGE. A produção deste livro convida-nos a refletir como temos nos comportado frente às injustiças sociais. Não é mais possível ignorá-las, é fundamental a sensibilização de todas as pessoas, independentemente do pertencimento étnico, para compreender a urgência na articulação de narrativas e ações afirmativas práticas em favor da superação das desigualdades; também evoluir para uma sociedade igualitária, na qual todos possam ser reconhecidos por seu fenótipo diferente, mas aceitos com equidade social plena.
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