Como criar uma rotina de leitura noturna que substitui o celular
Trocar 30 minutos de scroll por 30 minutos de leitura antes de dormir melhora o sono, reduz a ansiedade e ainda te faz ler 20+ livros por ano. Veja como implementar.
Autoras do Brasil Mostram a Cara
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Um livro que celebra as mulheres brasileiras que escrevem. São 53 fotografias reunindo mais de 2300 escritoras brasileiras em diversas cidades do Brasil e também do exterior. O livro é um registro coletivo do movimento Um Grande Dia para as Escritoras, que se alastrou pelo país a partir de junho de 2022 convocando as escritoras de todo o país a se apresentarem e se juntarem em imagens históricas. A ideia do projeto nasceu inspirada pela foto Um Grande Dia no Harlem, quando, em 1958, a convite da revista Esquire, o fotógrafo Art Kane resolveu registrar a efervescência da cena do jazz estadunidense convidando todos os músicos que estivessem em Nova York para uma foto. Cinquenta e sete músicos apareceram, dando origem a uma imagem que se tornou emblemática, um registro histórico da era de ouro do jazz. Olhando a imagem, a escritora Giovana Madalosso pensou: por que não fazer o mesmo com as escritoras do Brasil? A proposta movimentou cerca de 50 cidades brasileiras, entre as quais Macapá, Goiânia, Cuiabá, Arcoverde e Bodocó (PE), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS), há também registros feitos no exterior, caso de Lisboa, Londres, Zurique e até Tallin, na Estônia, e Jujuy, na Argentina. Algumas cidades também tiveram mais de uma foto, caso de São Paulo, em que escritoras negras tiveram a iniciativa de fazer um registro no bairro do Bixiga. No Rio de Janeiro, houve também um segundo registro, no Theatro Municipal, com a presença da escritora Eliana Alves Cruz parte de um grupo de escritoras negras da cidade. No Rio de Janeiro, houve ainda uma imagem feita na comunidade da Rocinha. O livro, organizado coletivamente, traz depoimentos de escritoras de todas as cidades – incluindo Eliana Alves Cruz, Cida Pedrosa, o coletivo Flores de Baobá, Nara Vidal, Beatriz Borges, Cristiana Rodrigues, Aline Cardoso, Lívia Machado, Lulza Mussnich, Paula Gicovate, Karine Vasconcelos, entre outras – e textos das organizadoras e escritoras Giovana Madalosso, Paula Carvalho, Esmeralda Ribeiro, Sony Ferseck e Deborah Goldemberg, antropóloga que fez uma pesquisa com as participantes das fotos e escreveu a partir da compilação de respostas. As fotos foram publicadas em ordem cronológica, a partir do dia em que foram feitos os registros. O primeiro registro, por exemplo, foi feito em Salvador, na manhã de 11 de junho de 2022, antes da foto que originou todo o movimento, feita no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, em 12 de junho de 2022, no âmbito da primeira edição d’A Feira do Livro, organizada pela revista Quatro Cinco Um. Já a última foto registrada até o momento aconteceu em 11 de fevereiro deste ano, em Itanháem, no litoral paulista. Um dos principais destaques do livro é apresentar o nome de quase todas as escritoras que participaram da foto nas suas respectivas cidades, que foram listados em ordem alfabética. Essa tarefa árdua ficou a cargo da jornalista Jess Carvalho, que, ao longo de cinco meses, conseguiu identificar quase todas as mulheres que estiveram presentes para o registro fotográfico. É uma espécie de raio-X inédito da produção feita por mulheres no Brasil (e de brasileiras vivendo no exterior) que, antes, se mantinha invisível para o mercado literário. A edição conta com uma sobrecapa especial com todas as fotografias do livro e os nomes de todas as escritoras presentes. A sobrecapa também pode ser usada como um pôster, com a frase: Uma escritora puxa a outra. O livro é dedicado a todas as escritoras que não puderam, por motivos diversos, estar nas fotos.
DEBORA GOLDEMBERG é antropóloga e escritora. Seu primeiro romance Valentia (Grua, 2012), foi vencedor do ProAC São Paulo/2011 e finalista dos prêmios Jabuti e Machado de Assis em 2013. Como romance juvenil A brecha — uma reviravolta quilombola (Estrela, 2020), que assina junto a Arquimino dos Santos e Jefferson Gonçalves Correira, foi novamente finalista do Jabuti em 2021 e atingiu sucesso de vendas no PNLD 2023. Em 2019, publicou a dramaturgia Makunaimã — o mito através do tempo (Elefante), premiado pelo Ministério da Cultura. Em 2020, ganhou o Prêmio Aldir Blanc por 10 anos de realização em literatura.
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Trocar 30 minutos de scroll por 30 minutos de leitura antes de dormir melhora o sono, reduz a ansiedade e ainda te faz ler 20+ livros por ano. Veja como implementar.
A literatura brasileira produziu obras extraordinárias que dialogam com o melhor da literatura mundial. Um guia pelos clássicos essenciais, do Romantismo ao Modernismo.
Dar um livro de presente é um ato de intimidade, você está dizendo "eu conheço você". Mas errar é fácil. Veja como acertar na escolha e surpreender quem você ama.
Para escolas, universidades, autores e editoras