Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
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Esta é a história de um assassinato cometido numa cidade bem pequena no sul do Brasil. É sobretudo a história de uma menina, de um lugar e de uma comunidade. Conforme a investigação avança e encontra obstáculos intransponíveis, acompanhamos também a história da escrita e de suas possibilidades. Uma narrativa ágil e aterradora que nos inspira a refletir sobre realidade e imaginação. Sem conseguir dormir depois de receber uma notícia indigesta, a narradora-protagonista deste romance rememora um crime terrível contra uma criança, ocorrido em uma cidade do interior no sul do Brasil, e decide viajar de volta ao lugar onde tudo aconteceu. Passados quarenta anos, ao buscar vestígios e ouvir histórias que se tornaram quase lendas, a narradora nos apresenta os meandros da vida local e o cenário de impunidade do caso contado em Um crime bárbaro. A voz narrativa, de seu ponto de vista privilegiado, nos aproxima dos acontecimentos sem nos aprisionar em uma perspectiva única. É uma obra que provoca emoções fortes desde as primeiras linhas, em cenas vigorosamente descritas. Esta é a história de apenas mais um crime, o que aponta para a terrível banalidade de assassinatos como esse e muitos outros, em um país onde se vive com medo. Um romance alinhado a tudo o que de melhor tem sido feito na literatura contemporânea latino-americana, talvez porque tenhamos problemas muito semelhantes. Não à toa, está declarada aqui a influência de escritores argentinos como Selva Almada e Ricardo Piglia, além da romancista brasileira Patrícia Melo.
Ieda Magri nasceu em Águas Frias (SC) e vive no Rio de Janeiro. É autora dos romances Uma exposição (Relicário, 2021), Ninguém (7Letras, 2016), Olhos de bicho (Rocco, 2013, bolsa Funarte de Criação Literária em 2010 e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2014), Tinha uma coisa aqui (7Letras, 2007) e do ensaio O nervo exposto: João Antônio, experiência e literatura (Lume, 2013).É doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora de Teoria da Literatura nos programas de graduação e de pós-graduação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
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