Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Acostumado com a vida urbana e agitada de São Paulo, Daniel resiste quando precisa ir às pressas para Caruaru, em Pernambuco, para o enterro de seu pai. Seus sentimentos tornam-se ainda mais confusos depois de descobrir que tem um meio-irmão, Carlos, um pouco mais novo do que ele. Aos poucos, enquanto escreve uma HQ e planeja sua participação no Slam da Barra Funda, o adolescente vai conhecendo uma nova família, que inclui também o seu avô, Manuel Laudino, escultor de figuras de barro. Nesse processo, o preconceito inicial se transforma em orgulho, em uma jornada de autoconhecimento e amadurecimento.
ESTEVÃO AZEVEDO é mestre em literatura brasileira pela Universidade de São Paulo e editor. Escreveu, entre outros, o romance Tempo de espalhar pedras (Record, 2018), publicado pela primeira vez em 2014 e eleito o Livro do Ano pelo Prêmio São Paulo de Literatura de 2015.
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