Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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«É pura Agustina, é mesmo a essência de Agustina. Confessar que era um ser de excepcão, Isso não se confessa, com facilidade, em Um Cão Que Sonha. Agustina é uma memória mais rica que a verdadeira memória, uma memória que sonha um passado de sonho para no-lo tornar sensível, inesgotável, como um verdadeiro presente. Recordando no interior de um presente que é sempre um passado sem margens ou um futuro virtual, Agustina desenrola diante de nós a viagem sem começo nem fim que é a sua escrita. Ela é o lugar do seu autêntico nascimento, a perpétua revelação de um tempo já morto e supremamente vivo, o que dorme nos armários fechados, nos corredores cheirando a maçã, um tempo esfarelado, filho e pai de novas emoções que no fim sem fim da evocação se consolida e se torna vivo, como a eternidade. Para se encontrar, Agustina fiará, como Penélope, dos dois lados morais opostos, o da sombra e o da luz, a tela do mundo.» [Do Prefácio de Eduardo Lourenço]
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