Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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Observador arguto e ouvinte atento, Dan Jacobson é dono de um estilo próprio, destacado pela capacidade de descobrir a palavra exata, o adjetivo surpreendente e a metáfora perfeita. Aclamado como ensaísta, foi indicado ao Booker Prize de 2005 com uma sensível, e real, história de amor. Com todos os elementos de um conto de fadas — guerra, intrigas, princesas e belos cavaleiros —, a trama de Tudo por amor é tecida com notável perfeição. Uma aventura romântica, suntuosa e repleta de humor.Ambientada entre o declínio do Império Austro-Húngaro e o eclodir da Primeira Grande Guerra, a narrativa move-se constantemente entre o fato histórico e a ficção, entre o tempo dos personagens e o nosso, através de um caso amoroso que escandalizou o Velho Mundo. Ela, a filha de Leopoldo II da Bélgica, mulher de um príncipe e figura conhecida na corte de Francisco José. Seu amante, um soldado dez anos mais novo. Uma figura exuberante em termos de elegância. Mas um homem de extravagantes ambições.Com apenas um olhar, seu destino estaria selado. Diante de ambos estendem-se os próprios compromissos, o adultério, um duelo, a prisão, a ruína, a morfina e a loucura. Jacobson resgata dos rodapés da história esses dois extraordinários personagens e nos revela mais um: Maria Stöger, uma plebeia simples, não menos disposta a arriscar tudo por amor. Juntos, em meio a seus poucos amigos e muitos inimigos, são os protagonistas de um drama que é tanto cômico quanto doloroso, tão surpreendente quanto convincente.Escrito com cuidado erudito com a reconstituição de época, Tudo por amor é a síntese de uma paixão que abalou a noção de relacionamento no início do século XX.
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