Como criar (e manter) o hábito de leitura de uma vez por todas
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Fluxos, MemóRia, PráTicas Culturais e ArtíSticas
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É relativamente recente, no Ocidente, o interesse das instituições internacionais pelas artes africanas e de artistas descendentes da diáspora, o que tem permitido nas últimas décadas a realização de exposições, discursos da crítica de arte e pesquisas históricas. Com o pós-colonialismo e as mostras internacionais, observa-se o apetite despertado no mercado de arte, ávido por novidades, num momento em que os sintomas de crise e de necessidade de diálogo poderiam propiciar a renovação das artes no Ocidente. As instituições dos grandes centros cosmopolitas procuram difundir a importância das artes e as suas concepções na promoção de debates e de reflexões que colaborem para a criação de novas perspectivas para a arte contemporânea.Na atualidade, verifica-se ainda a formação de coleções de arte contemporânea, a aquisição de obras para os grandes museus em centros cosmopolitas europeus e americanos e na África, bem como a inserção da memória coletiva da diáspora sendo absorvida pelas políticas de patrimônio cultural e universal da Unesco. Outros locais de resistência à escravidão e à sua memória têm sido preservados com apoio da Unesco, como é o caso do cais do Valongo, no Rio de Janeiro, por onde passaram em torno de meio milhão de escravos, e o Quilombo do Palmares, na serra da Barriga, em Alagoas, que recebeu o apoio do Patrimônio Histórico do Mercosul.Observa-se nos textos aqui inseridos a diversidade de respostas que os artistas concedem, as singularidades de suas produções artísticas e de seus engajamentos políticos.
É doutora pela Universidade de Paris I – Sorbonne e realizou pós-doutorado na Universidade de Paris I e na École des Hautes Études en Sciences Sociales. É professora titular aposentada da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Autora do livro Arte argentina: tradição e modernidade (1996); coautora de Espaços do corpo: aspectos das artes visuais no Rio Grande do Sul (1995); de artigos e capítulos de livros em publicações especializadas; coordenadora de edição dos livros:Paisagem: desdobramentos e perspectivas contemporâneas (2010); Imagem e conhecimento (2006); América Latina: territorialidade e práticas artísticas (2002); As questões do sagrado na arte contemporânea da América Latina (1997); Artes plásticas na América Latina contemporânea (1994); A Semana de 22 e a emergência da modernidade no Brasil (1992); e A modernidade (1991). Pesquisadora do CNPq e membro da ABCA, ANPAP e do CBHA.
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