Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Ana Teresa Parra Sanojo (1889 - 1936) nasceu em Paris e passou a infância entre a Europa e Caracas acompanhando as viagens do pai, que era cônsul. Em 1910 a família volta para Caracas e Parra começa a frequentar tertúlias e cafés onde aprende a linguagem e os costumes da cidade. Uma marca que depois apareceria em todas as suas obras. Com o pseudônimo de Fru-Fru, em 1915, publica dois contos no periódico El Universal. Depois de 13 anos em Caracas, Parra volta a Paris e é lá que publica Efigenia, sua obra mais famosa. O reconhecimento é imediato e veio acompanhado da tensão gerada pelas críticas à sociedade venezuelana e, principalmente, ao papel que a mulher ocupa nesse contexto. Apesar de ter incomodado muita gente, ainda assim o livro é um sucesso e o início de uma revolução da literatura de língua espanhola. Em 1929, Parra publica sua segunda novela Memorias de Mamá Blanca que se tornaria um clássico da literatura hispano-americana. Várias críticas dizem que Teresa de la Parra tem um estilo único. Suas obras não são um novo movimento e tampouco se encaixam em movimentos existentes. Seus trabalhos são um estímulo para a literatura escrita por mulheres que surgiu por quase todos os países de língua espanhola. Os contos deste livro foram escritos em Caracas, provavelmente entre 1915 e 1923, mas ficaram inéditos até sua publicação em 1982. É a primeira vez que aparecem juntos em um livro e optamos pelo título Três Objetos pois em cada uma das histórias é um objeto que assume o papel de protagonista, uma característica dos textos que Parra escreveu naquele período."
Ana Teresa Parra Sanojo (1889 - 1936) nasceu em Paris e passou a infância entre a Europa e Caracas acompanhando as viagens do pai, que era cônsul. Em 1910 a família volta para Caracas e Parra começa a frequentar tertúlias e cafés onde aprende a linguagem e os costumes da cidade. Uma marca que depois apareceria em todas as suas obras. Com o pseudônimo de Fru-Fru, em 1915, publica dois contos no periódico El Universal. Depois de 13 anos em Caracas, Parra volta a Paris e é lá que publica Efigenia, sua obra mais famosa. O reconhecimento é imediato e veio acompanhado da tensão gerada pelas críticas à sociedade venezuelana e, principalmente, ao papel que a mulher ocupa nesse contexto. Apesar de ter incomodado muita gente, ainda assim o livro é um sucesso e o início de uma revolução da literatura de língua espanhola. Em 1929, Parra publica sua segunda novela Memorias de Mamá Blanca que se tornaria um clássico da literatura hispano-americana.
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