Como montar e cumprir sua meta de leitura anual
Uma meta de leitura bem definida aumenta drasticamente a chance de você ler mais. Aprenda a calcular uma meta realista, como acompanhá-la e o que fazer quando ficar para trás.
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Cuca é uma garota esperta, alegre e curiosa. Ela só não consegue entender por que a vizinhança torce o nariz para sua família. Suas duas mães, Ana e Lia, nem ligam para os comentários maldosos, que fingem não escutar. Mas Cuca fica intrigada. Por que os vizinhos não gostam delas se nunca fizeram mal a ninguém? Em 'Três mocinhas elegantes', a narrativa de Cristina Villaça e os desenhos de Rafa Anton descrevem com argúcia e delicadeza o dia a dia de uma família diferente. E, ao mesmo tempo, refletem como essa ideia de 'diferença' incide sobre as relações sociais. Fazem isso, porém, com graça e otimismo, na contramão da atmosfera pesada que, em geral, habita as histórias sobre preconceito. Neste livro, a discriminação pela qual passa um casal homo afetivo é descrita pelo olhar de uma criança que cresce imersa no amor e no zelo de suas duas mães. Um olhar que, repleto de frescor e empatia, faz com que Três mocinhas elegantes consiga fugir de estereótipos ao tratar do tema. Na rua, só seu Chiquinho e dona Sinhá, já idosos, são amigos de Cuca e de suas duas mães. A menina gosta de visitar a coleção de relógios daquele que considera seu bisavô — daí, aliás, vem o apelido dela. Pois é justamente no convívio afetuoso das duas famílias que nasce a reviravolta dessa história. Uma mudança brusca que tem sua gênese no real significado da palavra 'empatia'. Uma guinada construída pelo poder do afeto e da solidariedade, pela beleza e pelas surpresas do tempo. Uma situação inusitada que, descrita de forma sutil e onírica por Cristina Villaça e Rafa Anton, é um sopro de esperança rumo a uma sociedade mais tolerante e feliz.
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