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Cinema e Teatro

TragéDias

1ª Edição - 2009432 páginasIluminuraspt
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Sinopse

De Ésquilo (525-455 a.C.), considerado o criador da tragédia, temos hoje a trilogia  Orestéia  e mais estas quatro tragédias aqui apresentadas no estudo e na tradução. Todas elas têm em comum a reflexão sobre os limites inerentes a todo exercício de poder e sobre o caráter inelutável da justiça divina. Os persas  (472 a.C) descreve um fato político recente, a inesperada derrota dos persas na batalha naval de Salamina, após terem invadido a Grécia e capturado Atenas. A derrota de Xerxes, prenunciada por pressentimentos do coro e por sonho e auspício da rainha mãe de Xerxes, mostra como o Nume intervém no curso dos acontecimentos, e assim opera a justiça divina. Em  Os sete contra Tebas  (467 a.C.), a rixa dos irmãos inimigos, filhos do rei Édipo e da rainha Clitemnestra, não se resolve nem quando, após a batalha, eles estão mortos e a cidade está salva e em paz, pois renasce no interior da família, entre a irmã e o tio dos príncipes mortos. Neste drama, a Deusa  Éris  (“Rixa”), filha da Noite imortal, também se chama  Erínis  (“Fúria”), por ser a face sombria de Justiça, filha de Zeus. As Suplicantes  (463 a. C.) mostra o uso que um grupo de desvalidos exilados faz da coercitiva força do rito da súplica, e assim também os conflituosos limites que se configuram quando esse grupo de suplicantes obtém o suplicado asilo político. Prometeu cadeeiro  (479 a.C.) põe em cena os Deuses  Krátos  (“Poder”) e  Bía  (“Violência”), servos de Zeus, e o Titã Prometeu, inimigo de Zeus. O sentido mitológico das filhas do rio Oceano dá ao mitologema de Prometeu o sentido universal e fundamental, explorado pela reflexão sobre o exercício do poder, neste drama de Deuses e Titãs. A tradução, em versos livres, aspira a reproduzir não somente a clareza e simplicidade própria do estilo oracular de Ésquilo, mas também a dinâmica própria deste pensamento para o qual a verdade, assim como a justiça e a presença dos Deuses, é um aspecto inelutável do mundo.   Jaa Torrano , professor titular de Língua e Literatura Grega na Universidade de São Paulo, publicou  O Sentido de Zeus. O Mito do Mundo e o Modo Mítico de Ser no Mundo  (São Paulo, Roswitha Kempf, 1988/Iluminuras, 1996), HESÍODO –  Teogonia  (São Paulo, Roswitha Kempf, 1981/Iluminuras, 2006, 6. ed.), ÉSQUILO –  Oresteia  ( Agamêmnon, Coéforas, Eumênides.  São Paulo, Iluminuras/Fapesp, 2004, 3 v.), ÉSQUILO –  Prometeu Prisioneiro  (São Paulo, Roswitha Kempf, 1985), EURÍPIDES –  Medeia  (São Paulo, Hucitec, 1991), EURÍPIDES –  Bacas  (São Paulo, Hucitec, 1995), além de artigos sobre literatura grega clássica em  livros, revistas e periódicos especializados.

Sobre Esquilo

Ésquilo foi um dramaturgo da Grécia Antiga. É reconhecido frequentemente como o pai da tragédia, e é o mais antigo dos três trágicos gregos cujas peças ainda existem.

Detalhes do livro

Título
TragéDias
Autor
Esquilo
Editora
Iluminuras
Ano
2026
Páginas
432 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788573213102
Edição
1ª Edição - 2009
Formato
Brochura

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