Parou de ler? Como retomar o hábito de leitura sem culpa
Todo leitor passa por períodos de seca. A diferença está em como você volta. Estratégias testadas para sair do bloqueio literário e reencontrar o prazer de ler.
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Edição ampliada e revisada dos diários de Lúcio Cardoso, concebidos como um projeto artístico pelo próprio autor, figurando como uma obra-prima ao lado de Crônica da casa assassinada . O primeiro volume traz os diários do autor até 1951, repletos de citações literárias e de investigações bíblicas, uma obsessão de Cardoso. “Penso nos outros, nos amigos que nunca tive, naqueles a quem eu gostaria de contar estas coisas como quem faz confidências no fundo de um bar”, escreve Lúcio Cardoso em seu diário, comungando com o leitor a escolha imposta da escrita. É “esse diabólico e raro prazer da confidência”, para muitos “a própria suma de suas inspirações e pensamentos”, que ele partilha conosco. Aqui acompanhamos o percurso intelectual e psicológico, artístico e filosófico do autor que produziu, entre 1934 ( Maleita ) e 1959 ( Crônica da casa assassinada ), uma obra intimista e única em seu tempo. Escritos para ser publicados em vida, estes diários são palco de elucubrações candentes sobre literatura e cinema, música e teatro, Deus e moral, a filosofia niilista e os desejos mais recônditos da carne e do espírito. Acima de tudo, Lúcio descreve a confluência inadiável entre vida e literatura. “Um convite para que o leitor mergulhe no universo inquietante do romancista mineiro, criador da famosa Crônica da casa assassinada . Com esta nova edição, revista, atualizada e ampliada, o organizador Ésio Macedo Ribeiro oferece ao grande público a oportunidade de travar contato com a obra de um autor singular, que imprimiu sua marca na literatura brasileira do século XX.” — Cássia dos Santos
LÚCIO CARDOSO nasceu em 1912 em Curvelo, Minas Gerais. Em 1929, ele se muda para o Rio de Janeiro, onde começa a escrever. Em 1930, publica os primeiros textos em jornais. Seu romance de estreia, Maleita, é lançado em 1934. Produz novelas, contos, um livro infantil e romances, até que em 1959 publica Crônica da casa assassinada — clássico instantâneo da literatura brasileira. Em 1962, sofre um derrame que paralisa o lado direito do corpo; privado da capacidade de escrever, começa a pintar e realiza quatro bem-sucedidas exposições. Morre de derrame, em 1968.
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