Literatura africana contemporânea: vozes que o mundo precisa ouvir
A literatura africana vive um momento extraordinário. De Chimamanda a Mia Couto, autores do continente estão entre os mais premiados e relevantes da atualidade.
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Todo Dia é o romance de estreia de Terézia Mora, escritora húngara radicada na Alemanha, ganhadora do mais importante prêmio de literatura alemã, o Prêmio Georg Büchner Prize (2018). Inédita no Brasil, esta é sua primeira obra traduzida e publicada em língua portuguesa. O livro narra os acontecimentos na vida de Abel Nema, um homem misterioso e fascinante que é um fenômeno lingüístico capaz de falar dez línguas com perfeição, mas que não consegue dar conta dos acontecimentos de sua própria vida. Desde que saiu de sua terra natal nos Balcãs dez anos antes – e os revezes bélico-políticos da região o condenaram ao exílio definitivo como desertor –, Abel Nema tem convivido com estrangeiros mais ou menos adaptados e refugiados ilegais, entre eles um grupo de músicos boêmios, um filantropo desempregado, uma gangue de jovens ciganos, um vizinho pesquisador da teoria do caos e usuário de ervas alucinógenas, as figuras lascivas que ele encontra no inferninho do bairro e uma família acolhedora e simplória a que se vincula através de um casamento fictício para conseguir prolongar sua permissão de residência. Seu extraordinário talento para línguas lhe rende alguns trabalhos como tradutor, mas ele permanece estranhamente vazio e constrangido em sua inabilidade de comunicação e relação com os outros. Tradução: Aldo Medeiros.
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