Livros essenciais sobre racismo e antirracismo para entender o Brasil
Para combater o racismo, é preciso primeiro entendê-lo. Uma seleção de obras que revelam como o racismo estrutural moldou, e continua moldando, a sociedade brasileira.
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Esta obra é uma proposição para olharmos a tipografia de forma a conectá-la com a realidade em que o livro está sendo escrito e lido, politizando o olhar tipográfico para termos consciência de quais são os valores que estamos reproduzindo com nossa prática profissional. O autor articula política e tipografia, fazendo uma crítica à dominação e defendendo a autogestão, analisando fontes renomadas em seus contextos sócio-históricos, dando destaque a fontes feitas para causas sociais e produzindo uma tipografia para textos contrários à opressão. *** A tipografia está em mais lugares do que nós conseguimos enxergar. Imagine, como num passe de mágica, se todos os textos compostos com fontes ficassem invisíveis. Tudo aquilo que foi composto com tipos, como os livros impressos desde a prensa de Gutenberg, em 1455, até os dias atuais, simplesmente estariam inacessíveis, séculos de conhecimento aos quais não teríamos acesso, mas a composição de livros é só um dos usos da tipografia. Os textos compostos digitalmente estão em todos os lugares: embalagens, etiquetas, eletrodomésticos, placas de sinalização, celulares, computadores, até mesmo em sistemas complexos como os códigos de programação que mantêm a internet funcionando ou os números da bolsa de valores. Em todas essas situações, alguém se perguntou “qual fonte usar?”. Embora fundamentais para a sociedade, as fontes muitas vezes são vistas apenas pelos aspectos visuais, porém, como afirmam Fernanda Martins e Edna Lima, a tipografia não é invisível, é espelho da sociedade. Nela se materializam relações de trabalho, valores estéticos e ideologias e, para sermos capazes de apreciar as sutilezas e magnitudes da tipografia, é que se faz presente a Série Pesquisa em Tipografia. Eduardo Cazon, Diretor da Série Pesquisa em Tipografia *** Eduardo Cazon Nasceu e cresceu em Piracicaba, São Paulo, e se formou em Design pela Universidade Federal de Santa Catarina. Seu projeto final de graduação foi a criação de uma tipografia de texto para livros contrários à opressão, relacionando princípios éticos com a prática tipográfica e aspectos visuais das letras.
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