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O primeiro relato franco e corajoso de uma vida em desafio à heteronormatividade. Obra seminal na afirmação LGBTQIA+. Mary Casal (pseudônimo) nasceu em 1864. Ainda criança começou a sofrer abusos sexuais que se seguiriam até a idade adulta, geralmente por parte de parentes ou professores. Desde menina sentia-se privada dos direitos dos meninos mas, sujeitando-se à norma social, fez-se esposa e tentou ser mãe. Após perder o segundo filho, assumiu sua identidade autêntica ainda que, por conta da pudicícia norte-americana, chegasse a se imaginar a única pessoa com “a natureza invertida”. Casou-se com uma mulher (um século antes de que isso fosse legalizado), a quem considerava “o amor de sua vida” e que, mais tarde, lhe partiria o coração. Empreendedora, artista, pioneira na educação sexual dos jovens, “Mary” escreveu suas memórias aos 65 anos, como testemunho sincero e corajoso, abrindo alas para a afirmação da pluraridade de gêneros em um ambiente de opressão heteronormativa. “Me vi demais na história dessa mulher que precisou usar outro nome para falar sobre questões tão profundas e sinceras. E com uma riqueza de detalhes tão necessária para mim atualmente... imagine para as mulheres da época em que o livro foi publicado! Mary Casal tem um papel essencial na história da nossa comunidade e certamente sua história merece ser conhecida. Se hoje estamos aqui celebrando nossa existência, e com força para lutar nossas batalhas, é porque mulheres como ela vieram antes.” Alexandra Gurgel.
Mary Casal (pseudônimo) nasceu em 1864. Ainda criança começou a sofrer abusos sexuais que se seguiriam até a idade adulta, geralmente por parte de parentes ou professores. Desde menina sentia-se privada dos direitos dos meninos mas, sujeitando-se à norma social, fez-se esposa e tentou ser mãe. Após perder o segundo filho, assumiu sua identidade autêntica ainda que, por conta da pudicícia norte-americana, chegasse a se imaginar a única pessoa com “a natureza invertida”. Casou-se com uma mulher (um século antes de que isso fosse legalizado), a quem considerava “o amor de sua vida” e que, mais tarde, lhe partiria o coração. Empreendedora, artista, pioneira na educação sexual dos jovens, “Mary” escreveu suas memórias aos 65 anos, como testemunho sincero e corajoso, abrindo alas para a afirmação da pluraridade de gêneros em um ambiente de opressão heteronormativa.
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