Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Edgar Morin é um herdeiro da utopia. Mas não da forma rabugenta, banalizada pelas carracundas carpidoras da esquerda convencional. Morin é um pensador sereno, que acredita na necessidade de aperfeiçoar a existência do homem sobre o planeta sabendo que este nunca será "o melhor dos mundos". Neste livro, elaborado com a colaboração da jornalista Anne Brigitte Kern, o sociólogo francês esboça um retrato do globo em que se aloja o ser humano e questiona as formas e o conteúdo desta sobrevivência. Morin não acredita em soluções definitivas, mas argumenta em favor do esforço para criar respostas plausíveis. Recomenda que o homem assuma sua condição de irremediável perdição e busque todo o conforto possível antes da dissolução do universo. Não se procure em suas palavras uma mensagem de pessimismo ou visão apocalíptica. Com linguagem de elegante fluência, o autor de Para Sair Do Século XX enumera os erros cometidos através da história e propõe correções de rumo subordinadas a uma recuperada consciência humanística. Morin quer, segundo seu próprio termo, a "hominização" do universo. A vida de todos os seres humanos, para o pensador francês, deve ser considerada mais do que um bem supremo. Morin defende o constante labor para a eliminação das fronteiras que separam a humanidade de si mesma.Confira a fanpage da Editora Sulina
Pesquisador emérito do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica na França), nasceu em Paris, em 1921. Graduado em História, Geografia e Direito, migrou para a Filosofia, a Sociologia e a Epistemologia, depois de ter participado da resistência ao nazismo, na França ocupada, durante a Segunda Guerra Mundial. Pela Sulina, publicou O ano zero da Alemanha, O Método (1, 2, 3, 4, 5 e 6), Diário da China, Terra-Pátria, As duas globalizações, Introdução ao Pensamento Complexo, Em busca dos fundamentos perdidos, A minha esquerda e Meus Filósofos.
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