Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Prêmio Médicis Étranger Prêmio da Crítica Espanhola Até onde estamos dispostos a ir para proteger o coletivo? E a que custo? 1984. Dois jovens irmãos guatemaltecos, exilados há anos nos Estados Unidos, retornam à Guatemala para participar de um acampamento de crianças judias em uma floresta perdida nas montanhas do altiplano. Pouco sabem sobre seu país natal e já quase não falam espanhol. Seus pais insistiram que deveriam passar alguns dias no acampamento para aprender não apenas formas de sobrevivência na natureza, mas também formas de sobrevivência na natureza para crianças judias. O que não é a mesma coisa , disseram. Numa manhã, os meninos descobrem que o acampamento foi transformado em algo muito mais sinistro: agora, cada um terá de encontrar sua própria maneira de sobreviver. Neste livro, o autor retorna a um acontecimento de sua infância, na Guatemala complexa e violenta dos anos 1980, e a partir dele junta peças do quebra-cabeças que permitirá entender os eventos traumáticos que se desenrolaram durante aqueles dias — bem como a estranha lembrança de uma tarântula rastejante que o assombra. "Nunca se sabe se estamos diante de um relato ou de uma ficção. Essa ambiguidade é a marca do talento de Halfon, cuja prosa tem uma clareza quase ofuscante." Le Figaro Littéraire "Uma pequena joia narrativa." El País
De origem judaica libanesa, Eduardo Halfon nasceu, em 1971, na Guatemala. Em 2007, foi nomeado um dos trinta e nove melhores jovens escritores latino-americanos pelo Hay Festival de Bogotá, sendo um dos mais reconhecidos autores latino-americanos da atualidade. Com mais de vinte livros já publicados, traduzidos para mais de quinze idiomas, sua obra transita entre a memória pessoal, a ficção e a reflexão histórica. Seu projeto literário, um dos mais relevantes da cena contemporânea, pode ser pensado como um palimpsesto. Muitas das histórias, dos personagens e dos elementos que integram seus livros reaparecem, transformados, em outros títulos, como ecos que se reconfiguram ao longo do tempo. Cada livro, embora possa ser lido isoladamente, se encaixa como peça de uma construção maior, coesa e sofisticada, ainda que em constante movimento.
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