Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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A história que aqui se conta, é a de uma jovem de 14 anos – Suzana – e das indagações e respostas que coleciona e elabora sobre os problemas e fatos com que vai se confrontando no cotidiano: no ônibus que a leva diariamente até a escola; nas relações familiares e com suas diaristas; nas visitas aos parques e reservas ambientais; em pequenas incursões no universo de sua sexualidade que desponta ainda de modo muito tímido – sem no entanto deixar de imaginar seu colega preferido desfilando de trajes íntimos, enfim no mundo. Suzana, já dá para perceber – pertence a uma família de assalariados com renda razoável. Seus interlocutores vão desde um avô economista, até a diarista que trabalha em casa de seus pais, uma paraguaia emigrada. Seu universo (e deste livro) está povoado de personagens do mundo do trabalho, bem como de velhos militantes socialdemocratas e socialistas, a partir de cujas experiências e opiniões, em confronto com o mundo que a cerca, a jovem vai construindo a sua própria visão de mundo. Não é um texto didático – no mau sentido do termo. Seu final é tão aberto quanto o são as dúvidas de um jovem frente aos rumos do mundo.
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