Pular para o conteúdo
Ciências Humanas

Suplemento Pernambuco - Nº 213

Um Bom Lugar Pra Ler um Livro

1ª Edição - 2023Cepe *pt
Seja o primeiro a avaliar
Sua leitura no Lireo

Guarde este livro na sua estante

Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.

Registre seu progresso de leitura
Descubra outros leitores do mesmo livro
Participe de clubes de leitura
Organize toda sua biblioteca

Sinopse

“E se de repente a gente não sentisse a dor que a gente finge e sente”? Os versos são da canção Fantasia, de Chico Buarque. Remetem ao poema Autopsicografia, de Fernando Pessoa: “O poeta é um fingidor/ Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente”. Esse é apenas um dos incontáveis casos de como a poesia mescla-se à canção popular. Na reportagem-ensaio-panorama de Débora Nascimento. Além de informativo e revelador, o texto pode também servir de roteiro a professores e produtores que atuam na promoção da leitura. Pode-se dizer, sem o mínimo resquício de exagero, que a relação da literatura e da poesia com a música nunca se esgota. Cantautores como Djavan são herdeiros de uma tradição antiquíssima, a da Poesia Lírica. Aquela que designa o poema que se fazia acompanhar de um instrumento chamado lira. A obra de Safo de Lesbos, de que restou quase nada, pode ser considerada um dos exemplos máximos disso. Tal poesia centrada na subjetividade não se limitou, obviamente, ao longo dos séculos, a um só instrumento, diversificou-se em instrumentos e sentimentos e, pode alguém dizer, sem receio de erro, que está em quase todas as culturas conhecidas. Unha-e-carne a emoção à flor da pele e a música... Talvez por isso mesmo, ao construir sua estética, tenha optado o poeta João Cabral de Melo Neto por chamá-la de ‘antilírica’, marcando assim uma posição: contra o melodioso e o meloso. A reportagem, porém, cobre um espectro muito mais amplo, pois, juntamente com o lugar da leitura, se ocupa de conexões literatura/música que vão além da poesia. Há, pelo menos, uma fala em que o gosto pela leitura é traduzido também poeticamente: o caso de Zélia Duncan.Há quem, como Verlaine, que defende: “música, acima de tudo!” e coroa a ideia com a famosa frase: “e tudo o mais é só literatura”. E vice-versa. Seja como for, esta edição de Pernambuco está especialmente lírica. Uma miscelânea que vai de Hölderlin a Sontag, passando pela literatura africana, escritores-jogadores-de-futebol…

Detalhes do livro

Título
Suplemento Pernambuco - Nº 213
Editora
Cepe *
Ano
2026
Idioma
PT
Edição
1ª Edição - 2023
Formato
Brochura

Ciências Humanas

Livros na mesma categoria

Blog Lireo

Dicas e recomendações para leitores

Soluções institucionais

Para escolas, universidades, autores e editoras