Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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“Subjetividade maquínica” é um nome utilizado por vários autores. Todavia a noção aqui esboçada é de minha responsabilidade. A peça ensaiada é a respeito de um tipo de subjetividade própria de nossos tempos. Contudo, não se trata da subjetividade maquínica segundo uma direção genérica. O termo aqui se associa à tentativa de notar as limitações de nossa imaginação política na atualidade. Este livro traz um tablado para que o ensaio da peça ocorra. O script da trama é elaborado em torno da pós-verdade e do individualismo neoliberal contemporâneo. Os personagens: a direita que propaga teorias da conspiração, o capitalismo de plataforma, o humano descorporalizado e deserotizado, o histérico, o individualista do be yourself e, enfim, o narcisista que flerta com o simulacro. Eles estão no palco. Faço-os apresentar alguns movimentos, alguma pantomima. A moral da história, no entanto, é do leitor, que terá de continuar a narrativa por si mesmo.
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