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Música e Dança

Sons de áFrica e da DiáSpora AtlâNtica

HistóRia, Musicologia e Interfaces

1ª Edição - 2023248 páginasVermelho Marinho - Pod **pt
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Sinopse

A História, enquanto disciplina científica, nunca gostou de andar sozinha. Desde o século XIX quando assumiu o estatuto de ciência que compartilha terreno temático com disciplinas das ciências sociais, econômicas e linguísticas. Ao longo do século XX, muitas foram as áreas de conhecimento que compartilharam objetos e abordagens com a História. A Antropologia, a Crítica Literária, o Direito e as Ciências Naturais e da Saúde já são conhecidas parceiras da disciplina histórica. Não menos profícuo tem sido a interface entre a História e o campo das artes. Neste, destaque-se a Música. Com as viradas epistemológicas das últimas décadas do século XX, estas duas disciplinas começaram atrair o interesse da comunidade acadêmica brasileira, já podendo contar nos dias atuais com um importante sumário de trabalhos com diferentes temas e abordagens, selando assim a interface entre História e Musicologia no Brasil. Entretanto, uma perspectiva que ainda se apresenta timidamente é sobre a investigação acerca das culturas musicais em África e na diáspora atlântica para o Brasil. Pensando nesta demanda, o Laboratório de Estudos Africanos e Espaço Atlântico da Universidade do Estado da Bahia/Campus XIII (LEAFRO/UNEB-XIII) e o Grupo de Pesquisa Africanias UFRJ (vinculado ao Programa de Pós-graduação em Música) convidou pesquisadores e pesquisadoras das diferentes áreas de conhecimento e de diversas localidades, que trabalham as suas disciplinas em interface com a musicologia para assinarem os capítulos que compõem este “Sons de África e da diáspora atlântica: história, musicologia e interfaces”. O livro foi pensado no âmbito das ações do LEAFRO/UNEB-XIII Africanias UFRJ instigado pelos resultados parciais do projeto de pesquisa “As cordas sonoras de África: arcos musicais, cultura material sonora e trânsito atlântico (Angola e Brasil, 1878-1975). Este estudo impulsionou a colaboração entre os dois organizadores deste volume. O trabalho está vinculado ao plano de trabalho de Josvialdo Pires de Oliveira como membro do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em História Regional e Local da Universidade do Estado da Bahia/Campus V (PPGHIS/UNEB-V) e também é o primeiro resultado da colaboração iniciada em 2021 com a Pós- Escola de Música da UFRJ. O livro está estruturado em duas partes, a saber: Parte I – Sons, Ecos e Fluxos e Parte II – Cultura material sonora e ajuntamentos festivos. O primeiro artigo da autora Katharina Doring, intitulado Musicologias africanas e formações musicais afro-centradas em diálogos trans-atlânticos traz uma importante compilação e resenha dos trabalhos dos principais autores da musicologia africana, assunto entre nós muito pouco divulgado. Além disso, a autora também traz uma discussão a respeito dos principais educadores e suas metodologias para a formação musical e a sua importância na transformação dos países africanos impactados, da mesma maneira que no Brasil, com os saberes musicais eurocentrados e legitimados pela escrita. O texto à seguir, intitulado Ogundê uarerê: ecos em fluxo de um canto trans-atlântico (Eduardo Lyra e Andrea Albuquerque Adour da Camara) descreve o interessante fluxo da canção Ogundê uarerê, coletada por Ernani Braga no terreiro de Pai Anselmo em Pernambuco por ocasião do I Congresso Afro-brasileiro, desde o seu texto musical originário, suas apropriações, variações e mudanças, percorrendo diversos gêneros musicais, na voz de diferentes intérpretes, no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Do Benim à Bahia: o Atlântico afro-baiano de Angelique Kidjo de Marielson Carvalho narra a mediação realizada por esta incrível intérprete do Benim que encontra as pontes de sua ancestralidade na Bahia, tanto no âmbito pessoal quanto musical, ecoados no seu álbum Black Ivory Soul. Marcos dos Santos Santos traz diversas notas a respeito da música e dos músicos negros no século XVIII na Bahia a partir de diferentes fontes documentais. O texto intitulado Fragmentos históricos, fluxos diaspóricos: notas sobre sonoridades negras na Bahia oitocentista expõe com sua discussão as lacunas que a musicologia possuí a respeito da prática musical negra neste período histórico. Encerrando a primeira parte, o texto A Musicologia da capoeira: espaço-momento de construção e reconstrução na dinâmica do jogo de corpos de Luiz Vitor de Castro Junior, Joel Ales Bezerra e Maria Eduarda Lemos da Silva nos conduz à um mergulho no cancioneiro da capoeira, como fonte de estudo para a musicologia, demonstrando a presença de diversas discussões feitas no âmbito musical, social, político e histórico refletidas nas letras das ladainhas e corridos. A Parte II, Cultura Material Sonora e Ajuntamentos Festivos, inicia com o texto Artefatos sonoros africanos na musicologia portuguesa: um ensaio de história social sobre o Dicionário de Música de Tomás Borba e Fernando Lopes-Graça (1956-1963), de Josivaldo Pires de Oliveira. Traz a partir de informações contidas no Dicionário do português Padre Tomás Borba e Fernando

Detalhes do livro

Título
Sons de áFrica e da DiáSpora AtlâNtica
Editora
Vermelho Marinho - Pod **
Ano
2026
Páginas
248 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788582653203
Edição
1ª Edição - 2023
Formato
Brochura

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