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MemóRias, Cartas e o Cotidiano da Discriminação no Brasil
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Por meio de cartas e crônicas, Luana Tolentino faz um registro, que sente na própria pele, do cotidiano da população negra deste país, muitas vezes marcado pela exclusão, pela negação de direitos e pela violência. Nesse livro, estão presentes memórias da menina Luana, assim como o olhar da educadora e da ativista da luta antirracista que a autora se tornou. Ao longo das páginas, ela descreve cenas de um Brasil que insiste em manter vivo o passado escravocrata nas relações pessoais e no funcionamento das instituições, de maneira destacada, nas escolas. Trata-se de um registro pessoal do passado e do presente, com o objetivo de construir um futuro sem racismo, pautado na justiça e na democracia. "A educadora Luana Tolentino, autora deste Sobrevivendo ao racismo, narra sua experiência como mulher negra brasileira. Primeiro como criança periférica, lugar ocupado ostensivamente por pessoas pretas e pardas. Depois como professora e intelectual, dando seu testemunho pessoal de como o racismo pode ser uma máquina de destruir humanos, e com eles suas dignidades e seus sonhos. A partir de suas crônicas de grande fluidez e que falam diretamente a quem lê, a autora nos oferta um relato sensível das histórias de pessoas negras e de como suas vidas são atravessadas todos os dias por um passado que não foi devidamente enfrentado." (Itamar Vieira Junior, autor de Torto arado )
Luana Tolentino é doutoranda do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade (Neia/UFMG). Professora de História na educação básica entre 2008 e 2019, tem se dedicado à formação inicial e continuada de professores. É autora do livro Outra educação é possível: Feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula (Mazza, 2018) e colunista da revista CartaCapital.
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