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Oito Mil Anos de HistóRia na AmazôNia Central
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O arqueólogo Eduardo Neves realiza aqui, com base em décadas de pesquisa, uma reconstituição de oito mil anos de história da ocupação humana da Amazônia central – de 10 mil anos atrás até os primeiros momentos da colonização europeia, no século xvi. Escrito para um público geral interessado em história, ciência e antropologia, o livro oferece ao mesmo tempo uma apresentação do ofício da arqueologia, seus métodos, parâmetros, medições, e os resultados reveladores das pesquisas recentes, que comprovam, com a descoberta de cerâmicas datadas de 10 mil anos em áreas de grande dispersão, a ocupação da Amazônia central, no encontro dos rios Negro e Solimões, que contraria o senso comum de que a região teria sempre sido ocupada por populações nômades isoladas. Os achados arqueológicos de Neves e seus colaboradores mostram ao contrário que é possível supor agrupamentos grandes e de duração e extensão considerável, com objetos que sugerem troca com outras populações do continente, inclusive com povos das terras altas, nas montanhas dos Andes. ? Com precisão científica, repertório histórico e imaginação antropológica, Eduardo Neves traz ao presente a vida de mulheres e homens que viveram na Amazônia há milhares de anos, sugerindo ainda que a própria floresta teria como um de seus principais agentes o ser humano, produzindo lixo orgânico, realizando manejo de espécies e plantações. Uma hipótese que reforça ainda mais a importância da manutenção de Terras Indígenas no presente.
eduardo góes neves nasceu em 1966, em São Paulo. Em 1986, graduou-se em História pela Universidade de São Paulo (usp). Entre 1989 e 1997, realizou mestrado e doutorado em Antropologia na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. De 1995 a 2010, conduziu as escavações do Projeto Amazônia Central (pac). Atualmente realiza pesquisas de campo em Rondônia, Acre e Bolívia. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Arqueologia (sab) entre 2009 e 2011 e integrou a diretoria da Society for American Archeology (saa) entre 2011 e 2014. Foi professor visitante Capes na Harvard University, nos Estados Unidos; no Muséum National d’Histoire Naturelle (mnhn), na França; na Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires (Unicen), na Argentina; na Pontificia Universidad Católica del Perú (pucp), no Peru; e no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ufrj). É professor do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural do Museu Paraense Emilio Goeldi (ppgds-mpeg) e do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia do Neotropico, na Espol, Guayaquil, Equador, pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios (cesta-usp) e coordenador do grupo de pesquisa “Ecologia Histórica dos Neotrópicos”, do CNPq. Supervisionou mais de sessenta teses, dissertações e projetos de iniciação científica. Desde 2014, é professor-titular do Museu de Arqueologia e Etnologia (mae-usp), onde ensina na graduação e pós-graduação e coordena o Laboratório de Arqueologia dos Trópicos (Arqueotrop). Ganhou em 2019 o prêmio de pesquisa do Fórum Arqueológico de Shangai. Em 2022, foi indicado para o cargo de diretor do mae-usp.
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