Como criar um clube de leitura na escola (e por que isso muda tudo)
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Leituras e DiáLogos com Ricardo Piglia
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“Só se perde o que realmente não se teve”: esta é a epígrafe que Ricardo Piglia escolheu para "Nome falso", livro de 1975. E logo abaixo da sentença categórica, inseriu o nome do autor: Roberto Arlt. Abria o livro, assim, com uma constatação que trata da memória, sua construção e seus desvãos, tema recorrente na sua ficção, na sua crítica, nos diários. O leitor percebe logo, porém, que a epígrafe traz um outro jogo, o da falsificação, do deslocamento, dos duplos: a frase não é de Arlt; é de Borges. O objetivo é percorrer alguns territórios desse mundo próprio, com seus segredos e enganos. Os autores estão livres para escolherem o formato de texto que preferissem, não importando se fosse um testemunho, uma entrevista, um ensaio crítico, uma matéria jornalística, uma ficção.
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