Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Um convite à reflexão sobre como a história, a cultura e as relações ainda influenciam o modo como as mulheres se percebem. A cena é comum: mulheres brilhantes, experientes e reconhecidas em suas áreas, que não se sentem merecedoras de suas conquistas pessoais e profissionais. O que pode parecer um sentimento individual é, na verdade, um fenômeno coletivo. Partindo de relatos impactantes, como os de Michelle Obama e Simone Veil, Síndrome da impostora reúne pesquisas científicas, estudos de casos clínicos e entrevistas para analisar o porquê de tantas mulheres não se sentirem a altura de suas realizações. A jornalista Élisabeth Cadoche e a psicoterapeuta Anne de Montarlot mostram ainda como fatores externos, como o marketing e a indústria da beleza, retroalimentam a insegurança feminina. Segundo as autoras, até mesmo a desunião entre mulheres em ambientes profissionais ou sociais reforça essa sensação de isolamento e ilegitimidade. Ao identificar os cinco perfis recorrentes da impostora (a Perfeccionista, a Especialista, a Independente, a Superdotada e a Supermulher), o livro oferece caminhos práticos para lidar com a falta de autoconfiança, reconhecer as próprias conquistas e se libertar de crenças limitantes.
Anne?de?Montarlot é uma psicoterapeuta que atua em Londres e colabora com a Escola de Medicina de Harvard há mais de 15 anos. Especialista em autoestima, seus atendimentos clínicos mostram o olhar empático presente no livro. Juntas, as autoras escreveram Síndrome da impostora, que já tem tradução em mais de 13 línguas diferentes.
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