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Literatura Brasileira

SimplíCios e ConfúCios

1ª Edição - 2019157 páginasKotter Editorialpt
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Sinopse

Disse uma vez um senhor chamado Blanchot, que “nós escrevemos para perder nosso nome, o querendo, não o querendo, e decerto nós sabemos que um outro nos é dado necessariamente em retorno, mas qual é ele?” Aqui, Glória recebe e concede vários nomes, sem precisar perder o seu, muito pelo contrário, seu nome se une a todos, formando um uníssono de histórias, um pacto poético que permeia cada destino. Eles se reúnem para inventar(iar) espelhos e são setenta e um adeptos do inefável. A autora, “palavreira” que é desde o infinito, lavra com tanta naturalidade os nomes e os desnomes, que juntos formam um mutirão de afetos sob o mesmo teto-livro. No habitat desses nomes, vamos sendo hipnomizados,opa, quis dizer hipnotizados, assim mesmo, pelo pluriencanto!!! E vamos ficando atentos, vamos nós também sendo batizados pela poesia que verte e converte a prosa presente, num turbilhão de sentidos e ritmos inomináveis. Assim, a autora nos orienta de delicadeza, e nos nomeia junto, levando-nos a revisitar, desde passagens mitológicas, até os dias de hojes. Dentro e fora de nós! Dessa forma, absortos, mergulhados, vamos vendo passar um aquário de nomes, um nomeário, que se movimenta no tempo, e nos traz, por exemplo, personagens como Insônia, que “carrega o amanhecer nos cílios pesados”, o Escondido,que não queria mais sair de casa mas sai para comprar um violão e escandir na vida… Domingo, para quem “a letra “r” virou um rio perene no coração”. Podemos conversar,ainda,com a Antiga, cujo novo nome levou seus olhos para Sófocles, na estante, e começou a se desler. A Ideia, que já não está tão acentuada e entrou mais flexível na década dos setenta… Tem ainda a Profecia, a Trama e sua colcha de aconchego, o menino Roslindo que oferecia rosas quase sem oferecer… A Profecia, o Santo que era soprano e sapateiro, e que um dia impostou a voz, passando a andar descalço. Aqui, nessa casa de nomes, a poesia está por toda a parte, se veste de música e suspira em Clara, com suas esculturas de tristezas que a fazem voltar a falar com os humanos. Sem falar de Manuscrita, que andava atrás do amor e confundia substantivo abstrato com extrato de tomate! Tudo segue numa sonoridade belíssima, tão plena, que ressoa ao infinito. Hortênsia, Dolores com seu sorriso deslavado de dores, Bemol, com seu sorriso de feijão no piano, ou ainda, a Marina que colasanteava!!! E há muito mais, caros leitores: Salvador, que pintava couve-flor daqui e dalí, e uma certa Glória, que queria fugir da missa na imensa capela da escola?!! Serena pede que não a esqueçamos de dizer, que num determinado dia ela ficou verbosa. Não esquecer inclusive da Natalina e seu tempo de presépios. Num ambiente delicioso, onde as imagens colocam a palavra em estado de elevação, rodopiamos livres por esses “minicantos”, podendo até mesmo observar Confúcio a “saltitar os hexagramas da vida”… “como se brincasse de amarelinha”. Terreno mágico de escrita, onde até mesmo a Rotina tem seu pássaro azul para sempre no sapato. E os sobrenomes? Um só para todos: Beleza! -Ou seria Sonho?, manda dizer seu Onírico, que tomou conta dessa casa. Patrícia Claudine Hoffmann

Detalhes do livro

Título
SimplíCios e ConfúCios
Autor
GlóRia Kirinus
Editora
Kotter Editorial
Ano
2026
Páginas
157 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786580103430
Edição
1ª Edição - 2019
Formato
Brochura

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