Os melhores livros de fantasia para entrar de cabeça em outro mundo
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Machado de Assis publicou mais de duzentos contos, quantidade enorme para um escritor que também se dedicou com igual fervor ao romance, à crônica, à poesia, à crítica e à dramaturgia. E tudo que escreveu e publicou, é claro, traz a marca do gênio. Sendo assim, como escolher os trinta melhores contos desse que é, para todos nós, o maior mestre da ficção brasileira com ênfase na narrativa curta, em especial, o conto?Uma democrática "eleição" foi o método utilizado para esta antologia hoje clássica: 13 especialistas, entre críticos, ensaístas e historiadores da literatura, foram consultados, uns por meio de seus escritos, outros em diálogo direto para esta seleção. O grande vencedor é a obra-prima "Missa do galo", ao lado dos não menos famosos "Noite de almirante" e "Uns braços", e a quase novela "O alienista", que igualmente estão entre os mais votados. A esses trinta melhores contos, juntaram-se ainda mais três, como um brinde especial ao público mais fiel deste extraordinário escritor. Uma antologia dirigida também aos novos leitores desta obra maior de nossa literatura, que aqui encontrarão uma excelente porta de entrada para este clássico dos clássicos.Ordenadas cronologicamente, estas narrativas possibilitam uma leitura retrospectiva do autor por mais de quatro décadas de atuação como contista. Inventor de atmosferas, Machado de Assis expõe em cada um destes contos seu alto potencial de observador e crítico das paixões humanas. Com ironia e aguda inteligência, aqui o contista passeia pelos bairros da sua cidade natal, o Rio de Janeiro, que tanto amou e recriou em sua obra genial.
Machado de Assis (1839-1908) nasceu e morreu no Rio de Janeiro. Autodidata, escreveu para a imprensa ao longo de toda a sua vida intelectual. Consagrou-se sobretudo como ficcionista, o maior que já tivemos, e é vasto e importante também seu legado como poeta, cronista, crítico literário, tradutor e dramaturgo. Seus romances, principalmente Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro (1899), Esaú e Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908), nunca deixaram de conquistar sucessivas gerações de leitores. Aos poucos, sua obra se impôs em âmbito internacional entre os maiores clássicos de seu tempo. Considerado também o maior contista da língua portuguesa, nesse gênero publicou, entre outros livros, Papéis avulsos (1882), Histórias sem data (1884), Várias histórias (1896), Páginas recolhidas (1899) e Relíquias de casa velha (1906).
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