Como ler mais rápido sem perder a compreensão do texto
Leitura dinâmica não é mito, mas a maioria das técnicas vendidas por aí são. Veja o que realmente funciona para aumentar sua velocidade de leitura com base em ciência cognitiva.
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A capa da 51ª edição da revista serrote é assinada pela artista e ilustradora Catarina Bessell, enquanto a folha de rosto traz uma imagem criada por Veridiana Scarpelli, que retoma o tradicional serrote em uma nova composição visual. No ensaio “Aquilo que eu desenhei”, o artista sul africano William Kentridge revisita sua trajetória e seus processos criativos a partir de seu estúdio em Joanesburgo, em texto que integra uma série de conferências publicadas em livro em 2025. Já os cadernos de desenho do artista, parte essencial de sua prática, acompanham o ensaio com imagens inéditas. Os textos premiados pelo Concurso de Ensaísmo serrote apresentam três autoras e autores em início de carreira. Ava Cruz propõe, a partir de fotografias de Thais Diniz, um “arquivo travesti” que recupera memórias sistematicamente apagadas. Tom Nóbrega Silva, poeta e tradutor, reflete sobre a experiência do deficiente auditivo a partir da brincadeira “telefone sem fio”. E Carolina Marcondes revisita os diários de sua tia, vítima de feminicídio, num ensaio de grande força e urgência narrativa. Nesta edição, Cristina Peri Rossi apresenta “Ano novo no Daniel’s”, texto que integra seu primeiro livro de ensaios e trata da potência da fantasia na vida e na sexualidade. María Negroni publica “Entrevistas apócrifas”, série de diálogos imaginários com autores como Emily Dickinson e Paul Valéry, parte de sua coleção recente de exercícios ensaísticos. O número traz ainda um ensaio de Claudia Durastanti, que discute como a memória do fascismo italiano reaparece na literatura contemporânea, e um texto de Italo Moriconi, que revisita as relações entre Rubem Fonseca e Clarice Lispector para pensar caminhos da prosa brasileira recente. Completam a edição um glossário antirracista de Juliana Borges, reflexões de Claudio Medeiros sobre memória e corpo negro, um texto de Marina Tsvetáieva escrito em meio à Revolução de 1917 — ilustrado com cartazes soviéticos — e um ensaio visual da artista mineira Luana Vitra. Obras de Montez Magno, Fernanda Gassen, Clara Andrada, Tiago Sant’Ana e Daniel Trench também integram a parte visual.
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