Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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Em três sermões de Quarta-feira de Cinza, data que marca o início do período quaresmal no calendário católico, o jesuíta português Antonio Vieira (1608-1697) tratou da morte como cerne da consciência cristã, como objeto de temor que orienta as práticas da existência e ainda como forma última do desejo. Em seu conjunto, os argumentos relativos à eternidade, à hora da morte e às misérias da vida e dos vivos compõem uma dialética afetiva de temor e consolação que está na base de uma surpreendente arte de morrer. Antonio Vieira (1608-1697) foi um religioso, filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus. Uma das mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu incansavelmente os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Na literatura, seus sermões possuem considerável importância no Barroco brasileiro e português.
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