Filosofia para quem não é filósofo: os melhores livros para começar
A filosofia parece intimidadora, mas suas perguntas são as mais humanas que existem. Uma seleção de livros que tornam o pensamento filosófico acessível, relevante e fascinante.
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Os dezoito contos deste livro guardam, em comum, uma alta carga de tensão, como a de uma corda de violino soando no limite, ou a do toque em um nervo exposto. Distinguem-se pela diversidade temática que o olhar de Branca Maria de Paula busca nas relações humanas, em territórios tão diversos como uma rodovia ou a pretensamente segura e confortável sala de uma casa, onde se vê televisão na companhia de um gatinho. Em espaços como o de um bar, de uma boate ou a casa que se divide com um estranho em outro país, a tensão é carregada de erotismo. E, em outros, é marcada pela violência sexual e a opressão sobre o corpo feminino. Distintas também são as vozes que narram, formando uma galeria de personagens variados, com riqueza de matizes sociais e psicológicos, sempre pondo em confronto o poder, a rigidez e o sentido das relações sociais. “Pagar pelo paraíso e pelo inferno, em metades iguais”, como mencionado numa das histórias, parece ser o destino destas personagens flagradas em situações tão estranhas como a de quem, depois de sofrer um acidente de automóvel, perde o controle sobre a própria mão, que se torna autônoma e determinada, ou do pai que descobre que, na maternidade, esconderam dele a verdade sobre um parto. O espanto destas personagens será o mesmo da leitora e do leitor, surpreendidos pela criatividade da autora em cada uma destas narrativas.” — Francisco de Morais Mendes, contista
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