Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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Saussure e a tradução objetiva derivar da linguística de Saussure uma reflexão acerca da tradução. Há vários motivos para propô-la: a) a necessidade de reler Saussure a partir de novas bases, levando em conta a especializada filologia saussuriana e a crescente divulgação de manuscritos que, hoje, permitem rever o destino dado a esse pensamento no século XX, b) a pertinência da teoria para a abordagem da tradução, considerando a amplitude que tem uma visão de conjunto da língua articulada à diversidade das línguas para tratar o fenômeno tradutório, c) finalmente, a prática tradutória de Saussure, tendo em vista que recentes documentos atestam que Saussure era um tradutor e, ainda mais, que essa atividade se coaduna com o seu pensamento acerca da linguagem, da língua e das línguas. O livro também reúne reflexões comparativas ao filósofo-linguista alemão Wilhelm von Humboldt que, como se sabe, legou importantes ideias sobre o fazer tradutório a partir da tradução da peça teatral Agamêmnon, de Ésquilo. Recentes manuscritos saussurianos comprovam que a mesma peça foi também traduzida por Saussure. Nesse caso, uma contraposição entre as duas traduções é feita a partir das discussões que ensejam os comentários feitos pelos tradutores. Tudo isso é pensado no quadro de uma antropologia da enunciação, ou seja, de uma reflexão que coloca o Homo loquens, o falante, no centro da reflexão. No caso em questão, o falante é nada mais nada menos que o tradutor Ferdinand de Saussure.
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