Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
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Jean-Paul Sartre. Assim, sem retoques, sem disfarces, com suas lutas, polêmicas e ideias insubmissas: uma pessoa, um profissional, um intelectual que perseguiu a liberdade e não se subordinou a dogmas nem se moldou a padrões. Este Sartre e a imprensa, de Dênis de Moraes, vai além do título. Como diz José Paulo Netto, que assina as orelhas, este livro traça “o perfil do Sartre total”. Aqui se conhece, se reconhece e mesmo se surpreende com Sartre, em suas várias facetas como jornalista, intelectual, filósofo, escritor. Já destacava Carlos Nelson Coutinho que “além de excelente biógrafo, Dênis de Moraes é um dos mais lúcidos analistas brasileiros dos fenômenos da comunicação de massa”. E nesta obra o autor chega mesmo a se superar, com pesquisas minuciosas, inclusive no ambiente parisiense, historiando, detalhando, revelando este “Sartre total”. Desde a atuação pormenorizada de Sartre na imprensa, sua resistência ao fascismo e sua insubordinação a todos que gostariam de tolher sua expressividade – de partidos a governantes –, este livro descreve o segundo pós-guerra, os desdobramentos do maio de 1968 e se aprofunda em várias análises sobre o pós-68. Com linguagem clara e envolvente, Dênis de Moraes faz esse intrigante personagem saltar das páginas do livro e se mostrar ao leitor. E como conclui José Paulo Netto, em seu texto nas orelhas, aqui está “o retrato de corpo inteiro do último intelectual público do século XX”.
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