Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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O livro procura compreender a marginalização das mulheres no campo imaginário católico romano e sua exclusão do sacerdócio, por meio da análise de três obras: A legenda áurea, do frade dominicano Jacopo De Varazze (séc. XIII d.C.) e os romances The Wild Girl e Impossible Saints da escritora inglesa contemporânea Michèle Roberts. Além disso, serão discutidas obras paralelas que foram importantes para a construção dos romances: o anônimo Evangelho gnóstico de Maria (C. 230 d.C) e O livro da vida de Santa Teresa d’Ávila (século XVI d.C.). Os romances questionam, desconstroem e transformam radicalmente a tradição cristã. A autora se vale do feminismo e das técnicas ficcionais contemporâneas para subverter a metanarrativa patriarcal que satanizou o corpo e reificou a mulher. O aspecto literário irá dialogar com questões históricas, políticas, teológicas e psicológicas para perguntar: afinal, “Santas” feministas seriam impossíveis ou não?
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