Como criar um clube de leitura na escola (e por que isso muda tudo)
Clubes de leitura escolares aumentam o engajamento, reduzem o abandono da leitura e criam laços entre alunos. Um guia prático para professores que querem montar o seu.
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A construção do livro Saberes das lutas do Movimento Negro Educador se deu em uma encruzilhada de vidas e trajetórias. Os diálogos são marcados pelos olhares, experiências, lugares de fala, militância, trajetória pessoal e acadêmica, vivências duras de preconceitos, racismo, sexismos, LGBTQIA+fobia e machismos, como também pelas lutas, conquistas e vitórias. As políticas de ações afirmativas e as transformações por elas geradas no meio acadêmico, na gestão, na inserção de sujeitos pertencentes aos coletivos sociais diversos e tratados como desiguais em nossa sociedade permearam as análises, pois são parte da experiência de todos. Quer seja como docente, discente, militante houve uma concordância durante os encontros que deram origem a esta obra: a profusão de saberes com os quais as Ciências Sociais e Humanas lidam atualmente é resultado da presença ativa, indagadora e insurgente dos sujeitos diversos, cujo direito de estar na universidade e em outros lugares hegemônicos da sociedade foi possibilitado pela implementação das ações afirmativas como política de Estado e, em especial, pela modalidade cotas raciais e sociais.
Possui graduação em Pedagogia pela UFMG (1988), mestrado em Educação pela UFMG (1994), doutorado em Ciências Sociais (Antropologia Social) pela USP (2002) e pós-doutorado em Sociologia pela Universidade de Coimbra – Portugal (2006) e em Educação pela Ufscar (2017). É professora titular emérita da Faculdade de Educação da UFMG e integra o corpo docente da pós-graduação em Educação Conhecimento e Inclusão Social da FAE/UFMG. É bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Ações Afirmativas (Nera/CNPq). É membro da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (Anped). Foi reitora pro tempore da Universidade Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab) (2013-2014), Secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (2015) e Ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (2015-2016). Em 2022, recebeu o Prêmio Carolina Bori, Ciência & Mulher, 3ª edição, pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) como vencedora da área das humanidades.
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