Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Este livro trata de um tema caro aos filósofos políticos modernos: o surgimento da sociedade como produto humano, e não natural como pensavam os antigos, nem divino conforme crença medieval. Este detalhe é muito importante: o homem não pode lutar contra, nem mudar o que foi estabelecido pela Natureza ou por Deus; mas pode fazer isto com tudo que é produção humana. Nada é eterno, nada é intocável. A ideia básica bem conhecida é que o homem passou de um estado natural ("sans foi, sans roi, sans loi") para um estado civil. Este processo, no caso de Rousseau, foi mal conduzido, levando o homem a perder dois bens preciosos: a liberdade e a igualdade. Termos cujo entendimento é de explicação difícil, tanto que existem várias concepções filosóficas, algumas até opostas. O trabalho de José Meramolim Santos explora bem esta situação, cuja responsabilidade é inteiramente do homem: antissocial e bom por natureza, caiu na armadilha daqueles que se aproveitaram da sua ingenuidade, para justificar a posse de uma propriedade privada e depois o trabalho subordinado. E assim se cria o homem social, porém eternamente dividido entre natureza e sociedade, sofrendo com esta cisão interna, que o faz viver de aparências e da opinião do "outro". Sem se concentrar sobre a solução teórica rousseauniana, Meramolim preferiu destacar o retrato psicológico e antropológico feito por Rousseau: esta atenção à problemática humana e aos seus sentimentos contraditórios faz do escritor genebrino algo totalmente original e instigante, dentro do panorama iluminista preocupado mais com a exaltação da razão.
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Todo leitor passa por períodos de seca. A diferença está em como você volta. Estratégias testadas para sair do bloqueio literário e reencontrar o prazer de ler.
Para escolas, universidades, autores e editoras