Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Trata-se de um romance histórico que percorre três épocas em quatro países, contando com dois personagens principais em seus encontros e desencontros amorosos, suas alegrias e tristezas, seus sonhos e frustrações, que sucedem ao longo da narrativa. A primeira época é passada em Cuba e nos Estados Unidos entre 1967 e 1968. A segunda, em Angola e Portugal, entre 1973 e 1976. A terceira e última no Brasil, em 1984 e 1985. Há uma interseção entre as Histórias dos países (sendo três de língua portuguesa) e suas respectivas revoluções e golpes de Estado, que são vivenciados pelos dois personagens principais e outros dois secundários, ao longo de um fio condutor que faz com que cada época retratada se projete, de algum modo, nas demais, bem como que cada personagem acabe também se projetando no outro, forjando uma trama entre os personagens fictícios (e reais) e os fatos históricos.
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