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Fragmentos de DiáRio ImagináRio do Cazuza
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-“Rock Groselha, Fragmentos de Diário Imaginário do CAZUZA” (Letras e Rocks Afins), secreto arquivo baixado depois de descriptografado da Nuvem, apresenta uma série de inéditas letras de rock and blues de Cazuza, o roqueiro que choveu no piquenique (Salve Leminski) das ideias musicais, feito uma Ana Cristina Cesar compondo e bagunçando o resto pós-tropicália da MPB, meio “Lupiscinico” cantando amores e estertores da juventude transviada. “Eu vejo grana/Eu vejo dor…”, cantava ele, enquanto feria a palavra de poética transgressão contra moinhos e ventos das estupidezas da sociedade anônima. Este livro compila letras, citações, pensaventos, cazuzinhos e rocamboles elétricos de desdizer, encarar e ainda assim, filosofar sobre tudo que o cerceou, o moldou e o desafinou na banda dos contentes, como diria o Filósofo Erasmo Carlos. Arauto de seu tempo mórbido, de sua juventude nua e crua, cantou e gritou contra regras e curtumes de desafetos. Durou pouco. Fez muito. Ferido de dor, deixou que o sofrer esmerilhasse em palavras mil, feito um ourives em sangria desatada. ROCK GROSELHA é isso. Um apanhado geral do que foi, teria sido, estaria sendo nessa nau de insensatos que é o planeta na disforme placenta do caos. Amou e foi amado, desferiu alucilâminas ao ser ferido no criar. Não existe outro. Na sua breve estadia entre nós, borboleteou danças e ritmos, e feito um nó do voo do Barão Vermelho verteu-se todo, a ferro, fogo e sangue. Faz falta. Essa é a proposta deste livro, em sua homenagem, seu talento, suas criações feito um porta-lapsos de jazzfluências em limonódoas de ins-pírar a MPB. Aqui, retratos, confidências, válvulas de escapes, e, acima e todas as coisas, rock em rimas e letras; e tins e tons e tais. Periga ler. Se quiser cante as letras. Sinta o ritmo. A loucura mora no desfecho? Habemus CAZUZA. E salve-se quem puder.
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