Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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Uma investigação sobre o risível, a manipulação da imagem e o esteticamente correto. Da autora de Como conversar com o fascista . As cenas ridículas – e os personagens já muito conhecidos – traduzem o sentido da política em nossos dias, mas não apenas como uma bagunça feita por pessoas despreparadas para os cargos que ocupam. A deturpação serve a uma nova política, em um sentido altamente problemático: o poder é transformado em violência, e a seriedade de certos assuntos dá lugar ao cinismo. Abusadores do poder seguem sempre mais poderosos como engraçadinhos ou bufões inofensivos, muitas vezes até confiáveis, enquanto a população paga preço altíssimo por uma despolitização apresentada como o melhor dos mundos. Soltos em escala social, o fascismo, o machismo e o racismo dão o ritmo e o tom da política em nossos dias sem que pareça que algo possa ser feito. Ao introduzir a noção de “ridículo político” no debate sobre estética e política, os ensaios deste livro são uma contribuição original – e fundamental – de Marcia Tiburi para que pensemos sobre quão grave é o hábito de não tratar com seriedade as coisas políticas.
Marcia Tiiburi estudou artes e filosofia. foi apresentadora do programa Saia Justa e escreveu para a Revista Cult. É autora de ensaios filosóficos, entre eles Como conversar com um fascista, Filosofia em comum e Filosofia prática, além dos romances Magnólia, Era meu esse rosto e Uma fuga perfeita é sem volta, todos publicados pelo Grupo Editorial Record, o primeiro deles sendo finalista do Prêmio Jabuti.
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