Os melhores livros paradidáticos para o ensino médio
Uma seleção dos paradidáticos mais usados em escolas brasileiras, por disciplina, faixa etária e nível de leitura. Para professores que querem fazer o aluno querer ler o livro indicado.
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No seu Dicionário do Diabo, Ambrose Bierce define Humorista: “Praga que tinha abrandado a severidade do coração do faraó e lhe havia convencido, em um abrir e fechar de olhos, para que deixasse sair os israelitas com seus melhores desejos. ‘Eis aqui o pobre humorista, cuja mente torturada vê piadas por toda parte, mas continua mergulhado na tristeza’”. Ele também diz o que é o Riso: “Convulsão interna que produz uma distorção dos traços faciais e vai acompanhada de ruídos desarticulados. É contagiosa, e ainda que intermitente, incurável”. O grande escritor estadunidense nos lembra que a propensão aos ataques de riso singulariza os seres humanos, e conclui o seu raciocínio com uma ironia sobre a possibilidade de contágio: “O doutor Meir Witchell sustenta que o caráter contagioso do riso se deve à fermentação instantânea de sputa que se propaga quando se esparge no ar. Por esta peculiaridade denomina ao transtorno convulsio spargens”. Para essa conveniente e condescendente observação temos um contraponto em Lautréamont: “comme on ressemble à une chèvre quand on rit!” (“Como nos parecemos com uma cabra quando rimos!”). O ensaio escrito por Sidney Rocha constitui uma espécie de história de bolso de coisas assim. Abordagem inteiramente pessoal sobre literatura e o humor, no dossiê deste mês. Que tem um exemplo literário ideal no conto inédito – e de humor – de João Câmara. Este é um mês de efemérides literárias tão festejáveis quanto os aniversários de Oscar Wilde, Oswald de Andrade e Arthur Rimbaud. Deste publicamos duas novas traduções de poemas de um livro que acaba de sair. A longa e exclusiva entrevista de Lilia Moritz Schwarcz lança um olhar crítico sobre algumas das questões mais importantes da atualidade e da História do Brasil. A capa desta edição é de Estrela Leminski, que encontra na literatura, na música e no carpe diem sua razão de bem viver. Nasce na poesia, como sua mãe, Alice Ruiz, e o seu pai, Paulo, que também era virtuoso na música. Ela segue seus passos e as pautas do pentagrama. Mas quer mais. Ser também reconhecida pela boa prosa, e agora dá à luz o seu primeiro romance.
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