Pular para o conteúdo
Ciências Humanas

Revista Continente - Nº 284

1ª Edição - 2026188 páginasCepept
Seja o primeiro a avaliar
Sua leitura no Lireo

Guarde este livro na sua estante

Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.

Registre seu progresso de leitura
Descubra outros leitores do mesmo livro
Participe de clubes de leitura
Organize toda sua biblioteca

Sinopse

Não há culturas superiores nem inferiores. Todas são legítimas. Isso a antropologia já admite há bastante tempo. Com a acentuação do identitarismo, relativismo e do politicamente correto isso também se generalizou essa ideia na estética. Poucos ousariam hoje em dia usar a dicotomia bom e mau aplicado ao gosto. Uma expressão popular como “existe gosto, desgosto, mau gosto e agonia” caiu tanto em desuso quanto o termo cafona. Este último, embora difuso, antecede a classificação do que hoje se diz “brega”. O emprego, aliás, da palavra “classificação” é preciso, pois houve um tempo em que o gosto era mais uma questão de “classe”. Políticos em cidades como o Recife, em Pernambuco, e Belém, no Pará, viram uma oportunidade de ouro (ou de ouropel, segundo o ponto de vista) em exaltar o brega. Como símbolo do seu patrimônio imaterial tão relevante quanto o frevo e o carimbó. Se a cordialidade é uma característica muito brasileira, não surpreende que um gênero musical marcado pelo sentimental e outros ismos seja adorado pelas multidões, literalmente. A generalização no uso do termo “brega” no Brasil não completou ainda meio século, mas sempre esteve latente. É um dos muitos desdobramentos da chamada indústria cultural, das massas. Exemplos de brega, sob outros nomes e jeitos, existem em vários países. Cantores como Roy Black e Müslüm Gürses podem ser de todo desconhecidos no Brasil. Tanto quanto Reginaldo Rossi e Amado Batista não são populares na Alemanha e na Turquia. Mas fazem parte da mesma família espiritual. Se chamamos um tipo de música brega e outro de Schaleger e Arabesk importa apenas em sutilezas. Têm em comum o fato de que são músicas ‘de coração para coração’. Em outras ocasiões a revista Continente pôs em destaque o brega. Gênero e estilo em pleno triunfo, não mais apenas pela aprovação popular, mas de quem tem o poder para sua oficialização nos âmbitos e símbolos regionais. Se a escassez de pudor é um dos marcos deste tempo tão fecundo em ênfases, está bem longe de envergonhar-se quem aprova e gosta do brega. Agora a escala é de orgulho. Quem tentar defini-lo vai logo perceber que é híbrido, escorregadio e nutrido de diversos elementos e fusões. Em todos eles, porém, fala mais alto o sentimento, despudorado e livre. Com tanto mais sucesso quanto o “reino da quantidade” que é o capitalismo sob muitas faces, corpos e almas quiser. Cada tempo e espaço escolhe um “astro” para aglutinare representar a “riqueza” do brega. Mesmo quando tinha outros nomes. Uma síntese atual o povão encontrou na cantora Priscilla Senna. Nessas consoantes dobradas tem-se o melhor do que o país louva com orgulho, e tem a identidade na paixão, e na “saudade”. Musa, cantora das multidões, ela é (um fenômeno) do povo, do povão.

Planeje no seu ritmo

Quanto tempo leva para ler Revista Continente - Nº 284?

Esta edição tem 188 páginas. Escolha uma meta diária possível e ajuste o plano conforme a leitura avançar.

Ritmo tranquilo

19 dias

10 páginas por dia

Ritmo constante

10 dias

20 páginas por dia

Ritmo intenso

7 dias

30 páginas por dia

Detalhes do livro

Título
Revista Continente - Nº 284
Editora
Cepe
Ano
2026
Páginas
188 páginas
Idioma
PT
Edição
1ª Edição - 2026
Formato
Brochura

Ciências Humanas

Livros na mesma categoria

Sua vida de leitura

A leitura de Revista Continente - Nº 284 pode continuar na Lireo

A Lireo é uma plataforma para organizar sua estante, registrar páginas e impressões, publicar resenhas e encontrar pessoas que estão lendo os mesmos livros.

Blog Lireo

Dicas e recomendações para leitores

Soluções institucionais

Para escolas, universidades, autores e editoras