Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Arte é Preciso!
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Sabe aquele aniversário que a gente comemora a distância, por videoconferências e recadinhos virtuais? Muitas e muitos de nós vivemos isso neste 2020, seguindo as orientações sanitárias de distanciamento social, mesmo querendo muito abraçar e beijar as pessoas. E, assim, celebramos a vida, buscando essa alegria, num ano marcado por tantas perdas e mortes. Nesta edição, a Continente faz aniversário e celebra com vocês, querides leitores, suas duas décadas. E, sem pieguices, se chegamos aqui é porque estamos juntos, porque estabelecemos uma conexão. A isso, saudamos e agradecemos. Pois tantas publicações deixaram de existir nestes 20 anos neste país, em que a classe artística e a produção cultural vivem o paradoxo de nos instruir, nos engrandecer, nos alegrar, nos emocionar, nos transformar com suas criações e, em contrapartida, sofrem o preconceito e o desprestígio por parte do atual governo federal, que destrói estrategicamente as políticas culturais construídas ao longo destes anos e que vinham fortalecendo os fazedores de cultura. Por conta dessa realidade paradoxal, somada à pandemia, que piorou bastante o cenário, trouxemos para esta “festa” de 20 anos um tema que perpassa vários dos conteúdos desta edição: a necessidade da arte em tempos pandêmicos. Sob esse tema, entrevistamos o pensador argentino Jorge Dubatti, realizamos uma reportagem sobre o presente e o futuro dos museus, articulamos ideias em torno das políticas culturais e a sobrevivência dos artistas. Também, trouxemos um perfil da Rainha das Lives, a sambista carioca Teresa Cristina, que encheu de graça o espaço das redes, e o depoimento de artistas que driblam as dificuldades criando um cineteatro num imóvel de família. E, para celebrar a revista, que busca cumprir o papel de mediadora social a partir do jornalismo cultural crítico, com o apoio institucional da Cepe Editora, trazemos neste número um caderno especial. Nele, traçamos uma linha do tempo que cruza acontecimentos históricos importantes para a cultura nestas duas décadas e coberturas realizadas pela revista Continente, em suas edições mensais. O mundo passou por mudanças e nossa publicação também, aprendemos com todas. Continuemos de mãos dadas, com coragem e afeto.
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