Por que alunos que leem mais vão melhor em todas as matérias
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Formas de Dialogismo no Trabalho Psicossocial
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Livro que apresenta abordagens inovadoras em saúde mental e atenção psicossocial. Publicada originalmente em inglês, há quase 15 anos, a obra Dialogical Meetings in Social Networks (Karnac Books, 2006) ganha, pela primeira vez, uma tradução para o português. Escrito pelos professores finlandeses Jaakko Seikkula e Tom Erik Arnkil, o título recebeu, na versão brasileira (tradução de Vera Ribeiro), a revisão técnica de Paulo Amarante e Fernando Freitas, pesquisadores titulares da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Eles enfatizam a importância da chegada do volume – que já foi traduzido em mais de 15 idiomas – ao público brasileiro, e reforçam o caráter inovador da obra em um contexto em que a reforma psiquiátrica no país ganha novas dimensões. "O livro chega num momento muito importante em que nós estamos redefinindo e repensando a atenção em saúde mental e a atenção psicossocial, fundamentalmente para aquelas pessoas denominadas com psicose", afirma Paulo Amarante. Focado em encorajar a dialogicidade, o título apresenta os Diálogos Abertos (DAb), protagonizados por Seikkula, e os Diálogos Antecipatórios (DAnt), desenvolvidos por Tom Arnkil, práticas inovadoras e revolucionárias, como ressalta Amarante, nos estudos sobre o tema. "São duas inovações que, além de terapêuticas, demarcam uma nova forma de pensar sujeitos coletivos e com eles lidar", revelam os pesquisadores, no prefácio à edição brasileira do livro. Amarante e Freitas destacam ainda que os estudos presentes no livro darão aos leitores a oportunidade de compreender o dialogismo como “quadro geral para a análise do discurso e da comunicação, e da vida social em geral”. Ao longo dos nove capítulos do volume, professores, pesquisadores, estudantes, profissionais da saúde e leitores em geral serão estimulados a conhecer melhor as duas abordagens dialógicas. Os tópicos incluem questões fundamentais para a saúde mental como o reconhecimento e a aceitação do outro; o pedido de ajuda entendido como um convite para um diálogo; a adoção do diálogo na prática cotidiana; os elementos curativos nos diálogos; a eficácia das reuniões dialógicas de redes. Na avaliação de Fernando Freitas, o livro mostra a força dos diálogos e como, “a partir dos recursos dialógicos, é possível modificar práticas hegemônicas de natureza monológica”. Para ele, a tradução dará uma forte contribuição “não apenas para o aprofundamento do processo de reforma psiquiátrico brasileiro, mas para todos aqueles que trabalham com situações de conflito”, conclui.
Jaakko Seikkula. Psicólogo clínico e orientador de terapia de família, Seikkula é professor do Departamento de Psicologia na Universidade de Jyväskylä (Finlândia) e do Instituto de Medicina Comunitária da Universidade de Tromsø (Noruega). Trabalha há mais de vinte anos no desenvolvimento, estudo e implementação da abordagem dos Diálogos Abertos nas crises psiquiátricas mais severas e em outras crises. O pesquisador finlandês já esteve no Brasil a convite da Fiocruz, e participou da primeira edição do Seminário Internacional A Epidemia das Drogas Psiquiátricas, em 2017. É autor de mais de cem artigos científicos e autor ou coautor de 12 livros.
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