Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Michel Melamed, em 2004, estreou o espetáculo Regurgitofagia – baseado neste livro. Trata-se tanto de uma leitura quanto de experiência de pensamento através dos sentidos e da tecnologia, uma interface denominada “Pau-de-Arara”. Através dela, todas as reações sonoras da plateia (risos, aplausos, tosses, vaias, etc.) eram captadas por microfones e transformadas em descargas elétricas sobre o corpo do a(u)tor. De um lado, sua performance abraça e, ao mesmo tempo, se distancia de certos pressupostos modernistas; de outro, radicaliza determinadas práticas definidoras da arte contemporânea. Nessa edição, descobre-se não somente a origem do espetáculo, como também uma nova encarnação, na palavra sobre o papel. E, mais uma vez, a arte toma forma.
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